segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Vídeo: confira o impressionante foguete Grasshopper em ação

 
O incrível foguete Grasshopper v1.0, da empresa Space X (a mesma que quer construir um meio de transporte revolucionário na Califórnia), impressiona com seus voos na fase de testes.
Os experimentos anteriores já haviam demonstrado a capacidade do veículo espacial de 32 metros de altura de ser lançado a centenas de metros em linha reta no ar, e depois retornar normalmente à Terra, do jeito que saiu. O lançamento desta terça-feira (13), porém, provou que o foguete é capaz de manobras muito mais vigorosas.
 

“Mais recente voo de teste do foguete: desvio lateral firme, estabilização e sustentação no ar, descida rápida de volta ao bloco”, tuitou o CEO da Space X, Elon Musk, em uma descrição curta e direta do último lançamento. De acordo com a empresa, o teste teve como objetivo “demonstrar a capacidade do veículo de executar manobras de direção mais agressivas do que tinha sido tentado em voos anteriores”. Demonstração bem sucedida.

 
O Grasshopper é um demonstrador de tecnologia experimental, e um foguete de lançamento reutilizável (VLR) de decolagem vertical e pouso vertical (DVPV). Construído para apoiar o desenvolvimento e o teste de um subconjunto de tecnologias necessárias para o sistema de lançamento de foguetes reutilizáveis, o Grasshopper foi anunciado em 2011 e começou a realizar testes de baixa altitude e baixa velocidade em 2012. Um segundo veículo de teste Grasshopper, maior e mais capaz, está sendo construído e será usado para testes em grandes altitudes e velocidades supersônicas.
 
 
O Grasshopper v1.0 começou seus testes em setembro de 2012, com um breve voo de três segundos no local de teste da empresa, no estado do Texas, seguido por uma segunda tentativa, em novembro de 2012, que desta vez durou 8 segundos e elevou o foguete a 5,40 metros. No mês seguinte, um terceiro voo teve 29 segundos de duração, no qual o veículo foi capaz de pairar no ar – além de atingir uma altitude de 40 metros, antes de realizar uma aterrissagem vertical bem sucedida.

Fonte: HypeScience

Rússia lança primeiro voo espacial desde acidente em agosto

 
No último domingo (30), a Rússia lançou o seu primeiro voo espacial não tripulado para suprir a Estação Espacial Internacional desde que um acidente em agosto deixou metade de uma equipe (3 pessoas) no posto orbital e levantou preocupações sobre o papel de Moscou como o único fornecedor para a área espacial.
O acidente envolveu a queda de uma nave de carga não tripulada que levava mantimentos e combustível para a Estação Espacial em 24 de agosto. A nave não conseguiu alcançar a órbita e pegou fogo na atmosfera, lançando destroços sobre a Sibéria.
A equipe deixada na Estação era composta pelo comandante americano Mike Fossum, e os astronautas Sergei Volkov, russo, e o japonês Satoshi Furukawa.
Agora, a nave Progress decolou com sucesso de Baikonur, no Cazaquistão, como previsto às 6:11 da manhã, carregando suprimentos para a Estação, um projeto de 171 bilhões de reais financiado por 16 países, atualmente em órbita cerca de 386 quilômetros acima da Terra.
A nave transporta cerca de 3 toneladas de alimentos, combustíveis e suprimentos, incluindo oxigênio e roupas, e até mesmo iPads. Ela deve atracar na Estação quarta-feira.
A nova tripulação agora deve voar para o posto em 14 de novembro, chegando dois dias depois.
A NASA está levantando fundos para ajudar empresas norte-americanas privadas a desenvolver naves espaciais, com o objetivo de quebrar o monopólio da Rússia em voos espaciais antes do final de 2016.
 
Fonte: HypeScience

Veja um foguete russo com 600 toneladas de combustível explodir

 
No início da manhã desta terça-feira (2), o foguete Proton-M, lançado pela Agência Espacial Federal Russa, explodiu poucos segundos depois de decolar de Baikonur, no Cazaquistão, local da maioria dos lançamentos espaciais russos.
O foguete estava transportando três satélites para aumentar o GLONASS ,da Rússia (sigla para Sistema de Navegação Global por Satélite, o sistema de navegação russo equivalente ao NAVSTAR GPS norte-americano).
Você pode ver no vídeo que o foguete, que não era tripulado, começou a desmoronar logo após chegar ao topo do sistema de lançamento (apenas 42 segundos depois do início da decolagem). Em seguida, virou, acendeu e caiu no chão, desencadeando uma enorme bola de fogo. Parece que um de seus motores falhou. Felizmente, ninguém ficou ferido no incidente.
De acordo com o chefe da Agência Espacial do Cazaquistão Talgat Musabayev, o foguete estava transportando cerca de 600 toneladas de combustível, incluindo heptil, amila e querosene, e a enorme nuvem de fumaça que apareceu logo após o acidente foi devido à queima do combustível heptil.
A nuvem foi descrita como “tóxica” pela Agência Espacial do Cazaquistão, mas eles insistem que a fumaça não vai chegar à cidade vizinha de Baikonur, que tem uma população de cerca de 36.000. Dito isto, um folheto recomenda que os moradores “não saiam de casa, fechem as janelas e portas bem e não usem ar condicionado”.
Heptil é um combustível perigoso e tóxico, e o Cazaquistão já tentou bloquear seu uso em foguetes russos no passado. Como os foguetes de Baikonur caem em direção à terra, e não no oceano como lançamentos especiais dos EUA fazem, essa toxicidade é um verdadeiro problema.
Alguns agricultores no Cazaquistão alegam que, mesmo depois de lançamentos bem sucedidos, os animais que pastam na terra perto dos locais de lançamento morrem devido a ingestão de grama contaminada. A recente explosão provavelmente não vai ajudar a reputação do heptil entre os cazaques.
 
Fonte: HypeScience

Foguete privado SpaceX liga seus motores



A SpaceX é uma empresa que promove transportes espaciais, e um dos seus objetivos é fazer viagens de ida e volta para a órbita terrestre, ou seja, voos comerciais. E ela agora conseguiu com sucesso fazer um teste com sua espaçonave Falcon 9, uma semana antes de fazer sua viagem até a Estação Espacial Internacional.
Esse é o segundo teste realizado pela empresa, e uma demonstração para a NASA. O primeiro, realizado em dezembro de 2010, enviou com sucesso uma cápsula para órbita. O próximo voo, marcado para o dia sete de maio, vai enviar a cápsula direto para a Estação.
A empresa já recebeu alguns bons milhões de dólares (mais de 375, cerca de 675 milhões de reais) da NASA para que desenvolva as espaçonaves necessárias para transportar cargas e também astronautas, já que os últimos cortes de orçamento do governo deixaram a agência com falhas nesse ponto.
O voo da Falcon 9 não foi para nenhum lugar, foi apenas um teste dos motores. Mas agora, com as análises do teste, caso tudo esteja de acordo, a espaçonave vai levar a cápsula até a Estação, onde um braço robótico vai acoplá-la ao sistema e permitir que os astronautas recebam água, roupas e equipamento científico.
O único problema é que o voo do Falcon já foi atrasado mais de uma vez. Será que dessa vez finalmente teremos um voo comercial para o espaço?
 
Fonte: HypeScience

3 mil cometas negros podem destruir a Terra, afirmam astrônomos

 
Dois astrônomos britânicos afirmam que a Terra está exposta a um perigo invisível: 3 mil cometas que seriam praticamente invisíveis estão arriscando a existência do nosso planeta.
Esses cometas escuros quase não refletem luz, porque não possuem gelo ao seu redor, logo seriam difíceis de serem identificados. São constituídos, apenas, de uma massa orgânica escura. Especula-se que existam 3 mil deles por aí, mas apenas 25 foram detectados.
Um exemplo do que pode acontecer ocorreu um 1983, quando um cometa chamado IRAS-Araki-Alkock, com apenas 1% da sua superfície capaz de refletir a luz solar, pasou a cinco milhões de quilômetros da Terra – o “quase encontro” mais próximo em 200 anos.
Quem aqui mencionar a falácia da profecia Maia e que o mundo acaba em 2012 nos comentários vai levar um deletão!
 
Fonte: HypeScience

Veja como poderá ser nossa base na Lua

 
Um dos desafios de estabelecer uma base na lua é justamente a construção desta base. A princípio, todo material tem que ser levado de foguete, a um custo altíssimo, para então, no futuro, se for possível, utilizar material encontrado na lua.
A ESA (agência espacial europeia) criou uma parceria para estudar o uso de tecnologia de impressão 3D para construir bases lunares usando o próprio regolito (a “poeira” que tem na lua, resultado de colisão de micrometeoritos por bilhões de anos) sobre uma estrutura inflável.
 
 
 
O projeto em estudo é de uma base para quatro pessoas, com proteção para meteoritos, radiação gama e flutuações de temperatura. A construção da estrutura seguiria três etapas.
Primeiro, a base é desdobrada a partir de um módulo tubular. Um domo inflável então é estendido de uma extremidade a outra deste cilindro, e vai servir de suporte para a construção.
 
 
Camadas de regolito misturadas com óxido de magnésio formam folhas que são então montadas por uma impressora 3D robótica, criando uma concha protetora, como um iglu.
Para garantir a resistência da estrutura e gastar o mínimo de óxido de magnésio, a concha é feita de uma estrutura cheia de células ocas, como uma espuma ou um favo, que foi descrita como lembrando ossos de aves.
Pelo projeto sendo pesquisado, seriam enviados para a lua as estruturas infláveis, os conectores sólidos, o óxido de magnésio (ou outra substância que sirva para agregar o regolito), e robôs capazes de fazer a impressão 3D.
Para demonstrar sua viabilidade, os cientistas fizeram uma simulação de solo lunar, para criar uma réplica de 1,5 toneladas. Além disso, testes do uso da impressão 3D foram feitos em câmeras de vácuo, tentando replicar as condições lunares.
 
 
Fonte: HypeScience

NASA que usar micróbios para criar uma base em Marte


Os primeiros habitantes de mundos distantes vão precisar de combustível, alimento e abrigo para sobreviver, mas o envio de material da Terra ficaria muito caro. Cada grama de material a mais em uma nave espacial representa um consumo adicional de combustível, o que encarece a missão.
A opção lógica seria conseguir todo o material que precisa a partir de recursos locais. Mas em um planeta como Marte não há alimentos nem combustível, e para conseguir algum material de construção seria difícil; lá só tem areia.
Entram em cena os micróbios geneticamente modificados – bactérias e algas que são alterados geneticamente para produzir alguma substância que nos interessa, ou degradar alguma que não nos interessa, geralmente.
Podemos, por exemplo, utilizar bactérias para produzir açúcar. Embora o ambiente de Marte, rico em dióxido de carbono e nitrogênio, seja fatal para a grande maioria dos micróbios, uma antiga cianobactéria chamada Anabaena consegue sobreviver nestes ambientes, produzindo açúcares a partir desses gases. Só que ela produz pouco açúcar: basicamente “para consumo próprio”.
Mas, com um pouquinho de engenharia genética, ela poderia produzir mais do que vai consumir, e esse excesso poderia alimentar uma colônia de outras bactérias. Esta outra colônia poderia produzir qualquer coisa a partir do açúcar, como óleo, plástico ou combustível para os astronautas.
Essa ideia já é interessante por si só, mas tem mais: cientistas também descobriram que tijolo e cimento podem ser obtidos a partir da urina dos astronautas, novamente com uma ajudinha das bactérias. A Sporosarcina pasteurii é uma bactéria que degrada a ureia, principal componente da urina, e excreta amônia. O excesso de amônia torna o ambiente alcalino o suficiente para se formar cimento a partir de carbonato de cálcio, que pode ser usado para criar tijolos e argamassa.
 
Biologia sintética
 
A biologia sintética, que é um cruzamento de engenharia com biologia, está acumulando uma “caixa de ferramentas biológica”: trechos de genes, os “biobricks” (“biotijolos”) com funções específicas. Colocando um biobrick em uma bactéria ou alga, acrescenta-se a ela uma nova função ou capacidade, ou então altera-se o funcionamento de alguma função que ela já exerce.
Por exemplo, isolando o código genético da S. pasteurii responsável pela degradação da ureia, os cientistas conseguiram um “biobrick” que, ao ser inserido no genoma da E. coli, dá àquela bactéria a mesma capacidade de degradar ureia. De forma semelhante, para fazer com que a Anabaena produza mais açúcar do que consome, foi usado um trecho de DNA da E. coli, um “biobrick” que já faz parte da caixa de ferramentas biológica.
Ou seja, provavelmente, os primeiros colonos de Marte levarão na sua bagagem uma caixa de ferramentas biológicas.
 
Fonte: HypeScience

Cientista russo diz que há provas de vida em Vênus



Leonid Ksanfomaliti, um eminente cientista russo, afirma que há provas de vida em Vênus em fotografias granuladas tiradas por uma sonda soviética, décadas atrás.
Ksanfomaliti, que faz parte do Instituto de Pesquisa Espacial em Moscou, analisou as fotografias, tiradas na superfície do planeta pela sonda Vênus-13 em 1982. Elas mostram o que seria um inseto gigante parecido com um escorpião.
Mas as visões do membro da Academia Russa de Ciências não foram tão bem aceitas. Especialistas afirmam que o que é descrito como um disco e um escorpião mudam de localização de uma foto para a outra.
O professor diz que as imagens revelam um corpo, um disco e uma “aba preta”, que “emergem, flutuam e desaparecem”. “E se nós nos esquecermos das teorias correntes sobre a não existência de vida em Vênus, os objetos morfológicos nos permitem dizer que existe”, comenta.
Até hoje, não houve nenhuma comprovação de vida no planeta, que tem uma temperatura de 464 graus e uma gravidade 0,9 vezes maior do que a da Terra.
Mas Jonathon Hill, que processa muitas imagens tiradas durante as missões da NASA, afirma que as versões em alta resolução tiradas da nave Venera 13 mostram que o objeto parecido com um caranguejo é na verdade um componente mecânico, e não um ser vivo.
O mesmo objeto aparece em uma foto tirada por uma sonda idêntica, a Venera 14, que pousou perto desse local.

Fonte: HypeScience

A neve de Vênus é bem diferente do que você imagina

 
 
Tem gente que gostaria que nevasse no Brasil, mas antes morar aqui do que em Vênus, onda neva metal pesado.
Na verdade, os cientistas nunca viram neve realmente caindo em Vênus, mas eles observaram uma camada de neve, uma geada metálica, no topo nas montanhas do planeta.
A geada foi notada pela primeira vez como manchas brilhantes misteriosas em imagens de radar produzidas pela Missão Magellan da NASA a Vênus em 1989. Os planaltos de Vênus pareciam estranhamente reflexivos, muito mais brilhantes do que as planícies de lava venusianas.
Embora os cientistas no começo não soubessem do que se tratava, tudo apontava para alguma forma de deposição química que ocorria em terreno mais elevado.
Mais tarde, depois de análises e especulações, os pesquisadores afirmaram que essa geada parece ser composta de minerais de galena (sulfeto de chumbo) e bismutinite (sulfeto de bismuto).
E como é possível nevar metal em Vênus?
Vênus é um planeta muito quente. A baixa atmosfera e sua superfície são centenas de graus mais quentes do que a superfície da Terra. Por conta disso, conforme explica o Dr. Bruce Fegley, cientista planetário da Universidade de Washington (EUA), compostos metálicos emitidos por seus vulcões condensam nas regiões mais frias da atmosfera e criam a camada de “neve” na superfície.
Nas planícies mais baixas, as temperaturas chegam a 480°C – quente o suficiente para que minerais refletores (piritas) da superfície do planeta se vaporizem, entrando na atmosfera como uma espécie de névoa metálica, deixando nas altitudes mais baixas apenas as rochas vulcânicas escuras, como basalto.
Em altitudes mais elevadas, essa névoa se condensa, formando uma geada brilhante no topo das montanhas. Maxwell Montes, o pico mais alto de Vênus, está a uma altitude de 11 km, 3 km mais alto que o Monte Everest.
Se a neve genuinamente cai sobre Vênus ainda é desconhecido, mas é certamente possível. Chuvas de ácido sulfúrico já foram observadas no planeta, bem como chuva “virga”, que evapora antes de atingir o solo, como acontece em florestas tropicais da Terra.
É improvável que os olhos humanos vejam a superfície de Vênus diretamente em breve, mas uma coisa é muito provável: tanto sulfeto de chumbo quanto sulfeto de bismuto têm uma cor acinzentada com brilho metálico, o que significa que os cumes das montanhas de Vênus são provavelmente lindos, ainda mais à luz do sol. Quem sabe daqui a algumas centenas de anos, os picos das montanhas de Vênus se tornem uma popular atração turística.
E Vênus não é o único corpo celeste com precipitação estranha. Em Marte, a neve é feita de dióxido de carbono. Esta é mais provável que vejamos com nossos próprios olhos mais cedo na história.
 
Fonte: HypeScience

Vênus pode ter sido habitável

 
Em suas mais absurdas fantasias, cientistas espaciais podem pensar em formar colônias humanas na Lua ou em Marte, mas não cogitam Vênus. Hoje em dia o planeta é inóspito, devido à altíssima temperatura da superfície e sem ter praticamente nenhuma umidade. Mas não foi sempre assim.
Cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) afirmam que Vênus pode já ter sido possuidor de largos oceanos e rios caudalosos, que permitiriam a vida de uma população tão variada quanto a que temos aqui na Terra.
A teoria é que a água foi se esvaindo devido à radiação ultravioleta do sol, que quebrava as moléculas de água (sim, separava o “H2” – Hidrogênio – do “O” – Oxigênio – e fazia os átomos evaporarem e se perderem no espaço), o que foi minando a água pouco a pouco, ao longo de milhões de anos. No entanto, isso é uma teoria, os cientistas afirmam que não se pode dizer, com certeza, que de fato havia oceanos.
De qualquer maneira, o planeta foi se modelando, e aquela superfície que supostamente continha água em abundância foi completamente derretida. Assim, o magma teria coberto totalmente essa estrutura, e hoje o plantes está dessa forma: mais quente e seco do que Brasília, e, ao contrário da capital federal, inabitável.
 
Fonte: HypeScience

Vênus como este “Estrela da Manhã”


Essa foto, tirada no último dia 30 de junho, mostra o panorama noturno de uma bela baía em Izmir, na Turquia. Mas o que chama atenção é o cenário de céu nesta foto. Observe os dois corpos celestiais presentes. À direita, uma fina silhueta da lua crescente. Um pouco mais abaixo, um pequeno ponto brilhante: é o planeta Vênus.
A fotografia foi tirada durante a madrugada, antes do sol aparecer no horizonte. Nesta ocasião, Vênus é chamado pelo nome autoexplicativo de “estrela da manhã”. Esse fenômeno, em que um objeto maior é visto no céu em tamanho menor, é chamado de “ocultação”. Ao mesmo tempo em que isso ocorria, a lua estava vivendo sua última noite como crescente e preparava-se para a mudança de fase.
E o nosso satélite natural, que ficava visível no céu até quase a hora da alvorada, inverte o funcionamento: passará a ser vista logo após o pôr do sol do dia anterior. E o ciclo se repetirá na próxima troca de fase lunar.

Fonte: HypeScience


Buraco Negro é descoberto na Via Láctea


Um novo Buraco Negro foi descoberto na Via Láctea. Batizado de Swift J1745-26, ele brilhou na faixa do raio-X duas vezes na manhã de 16 de setembro, e mais uma vez no dia seguinte, e foi o suficiente para ser encontrado.
No dia 18, o brilho do buraco aumentou, chegando ao pico. Foi equivalente ao da famosa Nebulosa do Caranguejo, considerada uma das mais brilhantes fontes de energia, e usada para calibração de observatórios de alta-energia. Ela continua brilhando, e embora seu brilho tenha diminuído do seu auge, ainda está 30 vezes mais brilhante do que quando foi descoberta.
Os disparos de raio-X foram ocasionados por matéria caindo no Buraco Negro. Pouco antes de atravessar o horizonte de eventos, a matéria estava tão quente que, por instantes, brilhou na faixa do raio-X.
Os astrônomos agora querem medir a massa do objeto, e confirmar se é realmente um buraco negro, já que ainda há a possibilidade de ser uma estrela de nêutrons.
A origem da matéria é uma estrela vizinha – o Buraco Negro faz parte de um sistema binário. Ela vai se acumulando em um disco em torno do Buraco Negro para entrar dentro dele de uma só vez, em vez de cair lentamente com o tempo, produzindo um brilho contínuo de raio-X.
Não se sabe ao certo a distância em que se encontra o buraco negro. Estimativas variam de 20.000 a 30.000 anos-luz, e a posição é na constelação Sagitário, a mesma que abriga o Buraco Negro do centro da nossa galáxia. Na verdade, sua direção é possivelmente poucos graus distante da posição do Buraco Negro central.
A matéria que está brilhando e a estrela vizinha não são visíveis a partir da Terra porque nuvens de gás e poeira escondem a estrela, impedindo que seja vista daqui na faixa da luz visível, embora seja visível no infravermelho e rádio. Provavelmente, a companheira do Buraco Negro é uma estrela como o nosso sol.
 
Fonte: HypeScience

Nosso universo foi criado por um Buraco Negro de quatro dimensões?

 
Com base no que sabemos do nosso universo, muitos cosmólogos – e um popular seriado de televisão – acreditam que tudo começou com o Big Bang. Entretanto, muitas questões permanecem. É por isso que um astrofísico canadense sugeriu que há uma outra possibilidade: talvez nosso universo tenha começado com um buraco negro 4D.
Escrevendo na revista Nature, a jornalista especializada em ciência Zeeya Merali explica a teoria sugerida pelo astrofísico Niayesh Afshordi, do Instituto Perimeter de Física Teórica.
 
 
Segundo ela, o modelo padrão do Big Bang indica que o universo explodiu a partir de um ponto infinitamente denso, também conhecido no meio científico como uma “singularidade”. “Ninguém sabe, porém, o que teria provocado essa explosão: as leis conhecidas da física não podem nos dizer o que aconteceu naquele momento”, escreve.
Afshordi e seus colegas acreditam que o nosso universo tridimensional é apenas uma membrana que flutua através de um universo maior – este com quatro dimensões espaciais. A equipe de Ashfordi percebeu que, se esse universo maior contém suas próprias estrelas de quatro dimensões, algumas delas podem entrar em colapso, formando buracos negros 4D, da mesma forma que as estrelas maciças do nosso universo o fazem: elas explodem como supernovas, violentamente ejetam suas camadas exteriores, enquanto as camadas interiores se transformam em um Buraco Negro.
 

Em nosso universo, um buraco negro é limitado por uma superfície esférica chamada de horizonte de eventos. Enquanto que, no espaço tridimensional comum, é preciso um objeto bidimensional (uma superfície) para criar uma fronteira dentro de um buraco negro, no universo maior, parte do horizonte de eventos de um buraco negro 4D seria um objeto 3D – uma forma chamada de hiperesfera. Quando a equipe de Afshordi estudou o modelo da morte de uma estrela 4D, eles descobriram que o material ejetado formaria uma membrana tridimensional que envolveria o horizonte de eventos 3D, e se expandiria lentamente.
Os autores argumentam que o universo 3D em que vivemos pode ser apenas uma espécie de membrana, cujo crescimento é detectado pelos cientistas como expansão cósmica, de uma estrutura maior. “Os astrônomos medem essa expansão e extrapolam ao afirmar que o universo começou com um Big Bang – isso é apenas uma miragem”, afirma Afshordi.
 

A teoria de Afshordi poderia ajudar na explicação da temperatura uniforme do universo (que permanece sendo um mistério). Suas ideias também podem fornecer pistas para a compreensão do famoso evento do Big Bang. O que desencadeou esse hipotético evento, que teria transformado uma singularidade em uma enorme explosão, sempre em expansão?
“Pelo que todos os físicos afirmam, dragões poderiam ter surgido voando para fora dessa singularidade”, diz Afshordi. O ponto positivo da nova teoria do canadense é de fato explicar a explosão inicial e suas consequências.
 
Fonte: HypeScience

A maior explosão já vista no espaço foi causada por estrela despedaçada por Buraco Negro

 
A explosão mais brilhante, duradoura e variável já vista ocorreu em 28 de março no espaço, há cerca de 3,8 bilhões de anos-luz da Terra, na constelação Draco. A radiação de alta energia continua a iluminar e desaparecer do local.
A poderosa explosão intrigou astrônomos. Como, exatamente, isso aconteceu? Segundo os cientistas, pode ter sido o grito de morte de uma estrela conforme ela foi destroçada por um Buraco Negro.
A explosão parece de raios gama, o tipo mais poderoso de explosão do universo, que geralmente marca a destruição de uma estrela massiva. Entretanto, as emissões desses eventos dramáticos nunca duram mais do que algumas horas.
Também, apesar dos cientistas conhecerem objetos da nossa galáxia que podem produzir explosões repetidas, elas são milhões de vezes menos potentes que essas explosões.
Os cientistas estão utilizando diversos observatórios espaciais da NASA para estudar a explosão maciça. Ela foi detectada em 28 de março, através de uma erupção de raios-X, a primeira de uma série de explosões poderosas. O nome dado a ela foi explosão de raios gama 110328A.
Após a descoberta, os cientistas identificaram a fonte exata da explosão, o centro de uma pequena galáxia na constelação de Draco.
Daí surgiu a teoria de que a explosão incomum provavelmente surgiu quando uma estrela vagou muito próxima ao Buraco Negro central de sua galáxia. O fato de que a explosão ocorreu no centro de uma galáxia torna mais provável que ela esteja associada a um Buraco Negro maciço.
Forças intensas provavelmente despedaçaram a estrela, e o gás que restou continua a fluir em direção ao buraco negro. Segundo este modelo, o Buraco Negro formou um jato, que é a poderosa explosão de raios-X e raios gama.
Ou seja, os cientistas acreditam que os raios-X podem ser provenientes de matéria que se move perto da velocidade da luz em um jato de partículas formados pelo gás da estrela, que é absorvido em direção ao Buraco Negro.
A maioria das galáxias, incluindo a nossa, contêm Buracos Negros centrais com milhões de vezes a massa do sol. A estrela provavelmente sucumbiu a um buraco negro, menos massivo do que o da Via Láctea. O principal buraco negro da nossa galáxia tem uma massa cerca de 4 milhões de vezes a do sol.
Os astrônomos já detectaram estrelas despedaçadas por Buracos Negros supermassivos antes, mas nenhuma delas tem o brilho de raios-X e a variabilidade dessa explosão, que tem queimado repetidamente.
Os astrônomos vão continuar observando a explosão, para procurar por mais detalhes e mudanças.
 
Fonte: HypeScience

Dimensões extras: se elas existem, Buracos Negros e pulsares podem nos ajudar a descobrir

 
Um buraco negro tecnicamente suga tudo ao seu redor – deixar escapar qualquer coisa não é algo que se vê todo dia. Mas a sua força pode enfraquecer lentamente, se o universo tiver dimensões extras, não conhecidas, algo que os pulsares poderiam nos ajudar a descobrir.
A teoria das cordas, que tenta unificar todas as forças conhecidas, diz que existem dimensões espaciais extras, além das três que conhecemos. Porém, testar essa teoria não é nada fácil.
Agora, pesquisadores dizem que buracos negros orbitando estrelas de nêutrons, conhecidas como pulsares, poderiam provar a teoria, se pesquisas cósmicas conseguissem localizar tais pares.
Os cientistas acreditam que buracos negros perdem massa ao longo do tempo por causa das partículas que emitem, um fenômeno chamado radiação Hawking.
Sem dimensões extras, este processo está previsto para ser dolorosamente lento para buracos negros gigantes, que pesam algumas vezes mais do que o sol, tornando qualquer medição impossível.
Dimensões extras ofereciam as partículas mais formas de escapar, acelerando o processo. Esta perda de peso rápida afrouxaria a força (puxo) gravitacional de um buraco negro sobre todos os objetos em órbita, levando-os a “espiralar” para fora alguns metros por ano.
Um pulsar em órbita de um buraco negro poderia revelar essa distância. Isso porque o tipo de radiação que os buracos negros emitem variaria um pouco, dependendo do tamanho da estrela em órbita.
Se o distanciamento puder ser provado, muito provavelmente a teoria das cordas também.
 
Fonte: HypeScience

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